O DeepSeek Harness, ferramenta de código aberto para rodar agentes de codificação de IA na máquina do desenvolvedor, tinha uma falha que permitia a um agente em sandbox chamar a interface web local da própria ferramenta para trocar sua sessão para o modo 'danger-full-access', desligando sandbox e aprovações num único passo, sem disparar nenhum prompt de confirmação. A falha, catalogada como CVE-2026-82533 com CVSS 9.4, foi corrigida em 27 de agosto de 2026, com o primeiro release publicado no npm já corrigido saindo em 3 de setembro.
A Mindguard divulgou uma vulnerabilidade no IDE agentico Amazon Kiro (versao 0.7.45 no Windows) em que conteudo controlado por um repositorio malicioso, entregue via os chamados 'Kiro Powers' (configuracoes MCP, arquivos POWER.md e hooks), induz o agente a ler e exfiltrar informacoes locais sensiveis. Basta o usuario abrir o workspace malicioso e enviar qualquer mensagem ao agente -- nao e preciso escrever um prompt malicioso nem referenciar o conteudo comprometido. A Amazon corrigiu a falha na versao 0.8.140.
A pesquisa KeyPooling demonstra que gateways de relay de API de LLM, usados para agregar acesso a provedores como OpenAI e Anthropic sob credenciais compartilhadas, vazam o cache de prompt entre clientes diferentes por padrão em todos os cinco gateways de código aberto testados. Em produção, os autores conseguiram recuperar oito posições consecutivas de tokens de um cliente-alvo sem qualquer acesso direto a ele, e mediram vazamento de cache entre contas em rotas responsáveis por um terço do volume de tokens do OpenRouter analisado.
A Varonis Threat Labs revelou três vulnerabilidades no Microsoft Copilot Personal, batizadas de CoSnitch, que permitiam a um atacante executar um prompt malicioso dentro da sessão autenticada da vítima assim que ela abrisse um link, sem qualquer outra interação. As falhas combinavam parâmetros de URL não documentados, o próprio buscador de URLs do assistente para exfiltrar dados de apps conectados, e escrita persistente na memória do Copilot a partir de páginas resumidas. A Microsoft corrigiu o problema em 18/08/2026, sem evidência de exploração ativa.
Pesquisadores testaram Claude Fable 5, Opus 4.8 e Opus 5 em quatro tarefas de código real (CLI S3, serviço de autenticação, módulo Terraform de RDS e upload de arquivos com dados pessoais), comparando prompts neutros com prompts que apenas citam "SOC 2". Sem menção ao padrão, o código gerado teve conformidade entre 47% e 88% e chegou a conter vulnerabilidades reais e exploráveis, incluindo um debugger Werkzeug exposto permitindo execução remota de código; uma única frase citando SOC 2 elevou a conformidade para 86-100% e eliminou essas falhas.